top of page

El Niño 2026/2027 na Região Sul: por que o planejamento forrageiro ganha ainda mais importância frente a esse fenômeno climático

há 3 dias
4 min de leitura

Com a previsão de chuvas volumosas e concentradas na Região Sul, cobertura do solo, diversificação das pastagens e formação de reservas ganham espaço no planejamento das propriedades.


O El Niño 2026/2027 está oficialmente estabelecido. Segundo informações da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), reunidas em nota técnica da Embrapa, a probabilidade de permanência do fenômeno até o início de 2027 está entre 97% e 99%, com 63% de chance de atingir a categoria “Muito Forte” entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.


Na Região Sul, a expectativa de chuvas volumosas e concentradas traz atenção para a produção forrageira. Excesso de umidade, encharcamento do solo, menor radiação solar e redução das janelas para operações no campo podem interferir tanto na implantação quanto no manejo das pastagens.


Os impactos, no entanto, variam conforme as características de cada propriedade. Relevo, drenagem, estrutura do solo e distribuição local das chuvas fazem diferença. Por isso, mais do que reagir às condições climáticas, o momento exige planejamento e acompanhamento frequente dos boletins meteorológicos.


Solo coberto ganha importância com chuvas intensas

Sob precipitações fortes e concentradas, áreas descobertas ficam mais vulneráveis à erosão e ao arraste de nutrientes. Nesse contexto, as forrageiras podem contribuir com a produção de massa vegetal e a manutenção da cobertura do solo.

Essa proteção deve fazer parte de um manejo mais amplo. Dependendo das características da propriedade, pode estar associada a práticas conservacionistas voltadas ao controle do escoamento e da erosão.


A escolha das cultivares também merece atenção. Produção de biomassa é um fator importante, mas precisa ser analisada junto à adaptação do material, à finalidade do cultivo e às condições da área, principalmente onde há histórico de excesso de umidade.


Diversificar ajuda a distribuir os riscos

Quando as condições climáticas se tornam mais instáveis, concentrar a produção em uma única espécie ou ciclo aumenta a dependência de uma mesma resposta produtiva.


Entre as orientações da Embrapa está a presença de espécies forrageiras com diferentes ciclos no sistema. Outra alternativa é o chamado “Pasto Sobre Pasto”, com a sobressemeadura de forrageiras de verão em pastagens de inverno ainda em produção, mantendo a cobertura durante a transição entre as estações.


A diversificação não elimina os efeitos de eventos climáticos extremos, mas amplia as possibilidades de manejo ao longo da estação e reduz a dependência de uma única janela produtiva.


Reservas de alimento também entram no planejamento

O excesso de chuva não interfere apenas no desenvolvimento das plantas. Em períodos muito úmidos, o acesso dos animais às pastagens pode precisar ser reduzido para evitar pisoteio excessivo, compactação do solo e danos à área.


Por isso, o planejamento forrageiro também passa pela formação de reservas. A Embrapa recomenda a produção e o armazenamento de forragem conservada, como silagem e feno, para uso estratégico quando as condições limitarem a disponibilidade ou o acesso às pastagens.


Isso exige organização prévia: definir quais áreas serão destinadas à conservação e escolher materiais compatíveis com o objetivo da propriedade antes que as condições climáticas imponham restrições ao manejo.


Excesso de água também influencia a escolha da cultivar

Mais chuva não significa, necessariamente, melhores condições para todas as forrageiras. Quando o solo permanece saturado por períodos prolongados, a falta de oxigênio pode comprometer o desenvolvimento das raízes e das plantas.


Por isso, histórico de encharcamento, drenagem, relevo e presença de compactação devem entrar na análise antes da implantação.


Uma cultivar tolerante à seca, por exemplo, não deve ser automaticamente considerada adequada ao excesso de umidade. A escolha precisa estar relacionada às condições reais da área e à finalidade do cultivo.


Janelas menores exigem planejamento antecipado

A frequência das chuvas também pode reduzir os períodos disponíveis para semeadura, adubação e entrada de máquinas. Com menos dias favoráveis, ter sementes, insumos e equipamentos organizados permite aproveitar melhor as janelas de tempo firme.

Para as pastagens de verão, a Embrapa orienta respeitar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, utilizar sementes de alta qualidade e realizar adubação de base na implantação. O acompanhamento de informações meteorológicas atualizadas também deve fazer parte das decisões.


Planejar é combinar estratégias

O El Niño altera as probabilidades climáticas para a Região Sul, mas não determina exatamente como as chuvas vão se comportar em cada propriedade. É por isso que o planejamento forrageiro precisa considerar as características de cada área e ser atualizado conforme as condições observadas no campo.


Cobertura do solo, diversificação de espécies e ciclos, formação de reservas e escolha criteriosa das cultivares são estratégias que podem atuar em conjunto. Elas não eliminam os riscos associados ao fenômeno, mas ajudam a preparar a propriedade para lidar com eles.


O portfólio de verão da Sementes Lopes reúne cultivares para diferentes objetivos dentro do planejamento forrageiro, desde a formação de pastagens até a produção de silagem, feno, biomassa e cobertura do solo.


Fale com os consultores da Sementes Lopes e avalie as cultivares mais adequadas ao planejamento da sua propriedade.


 RS: (55) 3314-0201 MT: (66) 9 9642-9635 contato@sementeslopes.com.br


Nota editorial: as projeções climáticas são atualizadas periodicamente. Antes de tomar decisões de manejo, consulte os boletins mais recentes dos órgãos oficiais e as recomendações técnicas aplicáveis à sua região.


Para mais informações, acesse: www.embrapa.br

 

 
 
 

Comentários


bottom of page